terça-feira, 6 de junho de 2017

Filipinas oferece recompensas para capturar líderes extremistas islâmicos

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O Presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, anunciou hoje recompensas de milhares de pesos filipinos para quem capturar os líderes extremistas islâmicos que combatem contra o exército na região sul daquele país desde finais de maio.

As recompensas, num valor total de 20 milhões de pesos filipinas (cerca de 357.000 euros), estão a ser oferecidas para a neutralização de Isnilon Hapilon, considerado o líder do núcleo do grupo extremista Estado Islâmico (EI) nas Filipinas, e dos irmãos Abdullah Maute e Omarkhayam Maute, segundo um comunicado do exército filipino.

"Esperemos que isto suscite desenvolvimentos significativos que levem à eventual detenção e neutralização de Isnilon Hapilon e dos irmãos Maute", declarou o general filipino Eduardo Ano, citado no mesmo comunicado.

A cidade de Marawi (sul), localidade maioritariamente muçulmana num país maioritariamente católico, tem sido cenário nas últimas semanas de confrontos entre centenas de combatentes com ligações ao EI e as forças armadas filipinas, que têm avançado com ataques aéreos, operações de artilharia e tropas no terreno numa tentativa de neutralizar os avanços dos extremistas.


Pelo menos 178 pessoas morreram desde o início dos confrontos, segundo as autoridades filipinas.

Num comunicado divulgado hoje, a embaixada dos Estados Unidos nas Filipinas anunciou que Washington entregou às forças armadas filipinas um lote de armamento especial para ajudar o governo de Manila a combater os extremistas islâmicos em Marawi.

O armamento, entregue como uma doação, "vai melhorar as capacidades de resposta ao terrorismo nas Filipinas e vai ajudar a proteger as tropas que participam ativamente nas operações de antiterrorismo no sul", declarou a representação diplomática norte-americana.

As forças armadas filipinas já confirmaram que entregaram o armamento doado pelos Estados Unidos aos soldados que lutam há 13 dias contra os membros do grupo Maute, uma milícia local com ligações ao EI, e outros 'jihadistas' em Marawi.

Os extremistas assumiram o controlo parcial da cidade no passado 23 de maio e incendiaram várias estruturas daquela localidade, como foi o caso de uma esquadra de polícia, uma escola, uma prisão e uma igreja. Também fizeram reféns entre os civis e desfilaram nas ruas de Marawi com bandeiras associadas ao EI.

Apesar dos avanços das forças filipinas, que conseguiram recuperar uma grande parte da cidade nos primeiros dias de combates, os extremistas continuam entrincheirados em três bairros no centro da cidade.

Lusa | Notícias ao Minuto
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Publicação luso-timorense sem fins lucrativos

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