domingo, 6 de agosto de 2017

China pede novas negociações sobre programa nuclear da Coreia do Norte

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Pequim, 06 ago (Lusa) - O Governo chinês pediu hoje o regresso de todas as partes às negociações sobre o programa nuclear da Coreia do Norte, depois de o Conselho de Segurança da ONU ter aprovado novas sanções contra Pyongyang.

Numa declaração, o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, pediu aos outros Governos para retomarem as negociações a seis, entre a Coreia do Norte, Estados Unidos, Rússia, Japão e Coreia do Sul, além de Pequim.

Wang afirmou que "o objetivo é trazer a questão nuclear na península [coreana] de volta à mesa das negociações e procurar uma solução através das negociações, até que a desnuclearização e estabilidade na península sejam alcançadas".


O secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, afirmou já que Washington quer negociar com a Coreia do Norte, mas advertiu que as negociações não serão produtivas se Pyongyang continuar a pretender manter as suas armas nucleares.

O Conselho de Segurança da ONU aprovou por unidade uma resolução que reduz até mil milhões de dólares [849 milhões de euros] por ano os rendimentos obtidos pelo regime de Pyongyang com as exportações.

Todos os países deverão garantir que empresas e cidadãos não compram estes produtos essenciais da economia norte-coreana e cujos rendimentos "são usados para financiar programas ilícitos", de acordo com o Conselho de Segurança.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, saudou a China e a Rússia pelo apoio dado à resolução apresentada pela ONU, que reforça as sanções já impostas à Coreia do Norte.

"O Presidente aprecia a cooperação da China e da Rússia para garantir a adoção desta resolução", indicou em comunicado a Casa Branca.

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