domingo, 11 de dezembro de 2016

Indonésia diz que evitou atentado hoje em Jacarta por grupo ligado a Estado Islâmico

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Jacarta, 11 dez (Lusa) - A polícia indonésia deteve quatro pessoas suspeitas de pertencerem a um grupo extremista dirigido a partir da Síria que tencionavam fazer explodir uma bomba hoje em frente do palácio presidencial de Jacarta, noticiaram meios de comunicação social locais.

Os quatro suspeitos foram detidos no sábado, numa operação de uma unidade antiterrorista numa casa no bairro de Besaki, no leste da capital da Indonésia, onde a polícia encontrou três quilos de explosivos prontos para serem detonados.

A polícia acredita que os detidos queriam fazer um atentado hoje, durante a cerimónia do render da guarda na entrada do recinto do palácio presidencial, um momento que atrai sempre turistas.

A bomba tinha capacidade para "destruir tudo num raio de 300 metros", afirmou o porta-voz da polícia de Jacarta, Raden Prabowo Argo Yuwono, citado pelo jornal The Jakarta Post. Segundo o mesmo porta-voz, ia ser detonada por uma mulher que está entre os quatro detidos.

A bomba tinha o mesmo tipo de explosivo usado nos atentados de Londres de 2005 e encontrado nas roupas dos suicidas que fizeram os ataques em Paris em 2015, escrevem os meios de comunicação indonésios.

Outro porta-voz da polícia indonésia, Awi Setiyono, afirmou que o atentado foi planeado por Bahrun Naim, que está na Síria. Trata-se de um dos líderes dos Katibah Nusantara, uma brigada do grupo terrorista Estado Islâmico formada por militantes oriundos da Malásia, Indonésia e Filipinas.

As autoridades acusam Bahrun Naim de instigar atentados na Indonésia e de estar por detrás de vários ataques à polícia no último ano.

A indonésia, com 260 milhões de habitantes, é o maior país muçulmano do mundo.

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