quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Oposição timorense acusa Governo de incompetência na preparação de OGE 2019


Díli, 21 nov (Lusa) - O maior partido da oposição timorense, Fretilin, acusou hoje o Governo de "não ter competência para assuntos de administração" com "falhanços e atrasos" na preparação do Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2019, atualmente em discussão no Parlamento.

"A bancada parlamentar da FRETILIN, e todo o povo, não pode aceitar o que está a acontecer, pois demonstra claramente a incompetência do primeiro-ministro e do seu Governo", considerou a Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), em comunicado.

"A incompetência do Governo tem grande impacto no serviço do Parlamento Nacional, porque dificulta aos deputados fazerem uma análise profunda à proposta de OGE 2019. A incompetência do Governo tem impacto negativo para o povo e para o funcionamento do Estado", sustentou.

O comunicado da Fretilin surgiu depois dos partidos da coligação do Governo no Parlamento terem solicitado, numa reunião de líderes das bancadas, o adiamento das audiências das comissões especializadas sobre o OGE de 2019, argumentando que os livros orçamentais ainda não estavam prontos.

Fonte parlamentar confirmou à Lusa que até 13 dias depois de entregar formalmente ao Parlamento a proposta de lei do OGE de 2019, o Governo ainda não forneceu vários dos livros do pacote orçamental, incluindo o importante livro 2, com o Plano Anual de Ações.

Faltam ainda os livros 3B, referente aos municípios, 3C referente à Região Administrativa Especial de Oecusse-Ambeno (RAEOA) e o 4AB, que contém informação sobre rubricas orçamentais.

Isso implica que as audições públicas começaram esta semana sem grande parte da documentação necessária, o que suscitou críticas de alguns deputados.

O objetivo é que as audições públicas comecem apenas na próxima semana, o que adia para janeiro a conclusão do processo de aprovação parlamentar, antes do envio do documento para o Presidente de Timor-Leste.

O calendário inicial previa que o documento fosse enviado para Francisco Guterres Lu-Olo a 24 de dezembro.

"Mesmo que as audiências tenham acontecido apenas durante um dia, as discussões não foram produtivas. Em algumas comissões, os deputados ficaram à espera, mas os membros do Governo e seus técnicos não compareceram às sessões, segundo eles por não terem sido informados", referiu a Fretilin.

"Alguns membros do Governo compareceram nas audiências, mas sem estarem preparados e, num dos casos, levando um livro diferente do livro orçamental que foi entregue ao Parlamento Nacional", explicou.

ASP // EJ

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