sábado, 11 de agosto de 2018

Portugal | País tranquilo, uma semana de incêndio em Monchique foi vencido

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Durante uma semana a serra de Monchique foi consumida pelas chamas. Um incêndio dantesco, com várias frentes, consumiu fauna e flora numa vasta área do terreno. Algumas casas também foram pasto das chamas inclementes. Mais de mil operacionais combaterem o incêndio, apoiados por centenas de viaturas e apoio aéreo.

Ontem, sexta-feira, já em fase de extinção e rescaldo, o primeiro-ministro António Costa visitou a região salientando que houve uma grande vitória neste incêndio: não ocorreram vítimas mortais. Foi verdade. Registaram-se alguns feridos, na maioria bombeiros, e com gravidade somente uma senhora que estava acamada com 75 anos de idade. Encontra-se num hospital de Lisboa a merecer os cuidados indispensáveis.

Por esta hora o retorno às origens dos milhares de operacionais está a ocorrer. Gradualmente estão a abandonar o que já chamam de “Inferno de Monchique”. Isso mesmo é o que informa a Proteção Civil, assim como todas as informações consideradas úteis sobre o que aconteceu e neste momento está a acontecer relativamente ao incêndio na serra algarvia e arredores de Monchique. Transcrevemos o lavrado em Notícias ao Minuto. (TA) 

"Vai começar a haver uma retração de forças no terreno muito gradual"

A porta-voz da Proteção Civil realçou que a maioria das pessoas está a regressar às suas casas. A causa do incêndio não está apurada e será alvo de uma investigação.

Com o incêndio na serra de Monchique dominado, as palavras de Patrícia Gaspar, a comandante operacional adjunta da Proteção Civil,  no briefing desta sexta-feira foram de maior tranquilidade. Sem alterações no número de feridos - mantêm-se os 42, um dos quais grave -, Patrícia Gaspar adiantou que o número de operacionais naquele local vai sofrer uma diminuição.

"É natural que comece a haver uma retração das forças no terreno, mas de forma muito ligeira e muito gradual. A situação aqui está operacionalmente mais tranquila", destacou.
A responsável da Proteção Civil salientou ainda que a "grande maioria das pessoas está a regressar às suas casas"e que apenas três pessoas ainda não regressaram, algo que poderá acontecer ainda hoje. 

Patrícia Gaspar falou também sobre a revolta de algumas pessoas que não gostaram de serem forçadas a abandonar as suas casas. "É natural que, para cada caso em concreto, as pessoas se sintam tristes, zangadas e até revoltadas. Aquilo que temos frisado é que a GNR teve um papel importantíssimo para retirar as pessoas e salvaguardar vidas".

Sobre a causa do incêndio, a comandante da ANPC avançou que será alvo de uma investigação.

"A causa do incêndio não está ainda apurada. Isso cabe às autoridades competentes, designadamente a Polícia Judiciária e a GNR, que são quem faz a investigação das causas do incêndio. Relativamente ao comportamento do incêndio, ele será seguramente estudado pela comunidade científica como costuma suceder quando há casos mais excecionais. Mas para isto contribuiu a orografia do terreno, as condições meteorológicas que se faziam sentir e as próprias correntes que são geradas pelo incêndio e que potenciam o próprio incêndio. Foi um conjunto de vários fatores que fez com que este incêndio assumisse as proporções que assumiu, sendo que houve alturas em que não foi possível combatê-lo", explicou. 

O fogo em Monchique era o único que preocupava bastante as autoridades. Nesta altura o panorama no país é tranquilo. 

Fábio Nunes | Notícias ao Minuto | Foto: Reuters

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