sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Dezenas de milhares nas ruas de Hong Kong em apoio a polícias condenados por agressão

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Hong Kong, China, 23 fev (Lusa) -- Milhares de pessoas saíram à rua em Hong Kong, na quarta-feira, em apoio aos sete polícias que na semana passada foram condenados a dois anos de prisão por agredirem um manifestante durante os protestos democráticos de 2014.

O protesto, convocado pela Associação de Inspetores da Polícia e pela Associação de Jovens Agentes Policiais e vedado a jornalistas, juntou mais de 33 mil agentes no ativo e reformados, segundo dados dos organizadores.

Trata-se de uma das concentrações mais significativas da história de Hong Kong, segundo a imprensa local.
O líder da Associação de Jovens Agentes Policiais, Joe Chan, explicou que o protesto tinha como objetivo defender a dignidade do corpo policial, informou a emissora pública RTHK.

Vestidos de branco, os agentes mostraram solidariedade para com os sete polícias presos no passado dia 14 por terem causado danos físicos ao ativista Ken Tsang, então membro do Partido Cívico, um dos principais grupos políticos pró-democracia de Hong Kong, num ataque que foi filmado por um canal televisivo local.

As imagens de vídeo mostravam um grupo de homens a arrastar Tsang, algemado, para um canto escuro num parque público, onde foi agredido. Um homem estava por cima de Tsang infligindo-lhe golpes enquanto três outros o pontapeavam repetidamente.

O juiz David Dufton sublinhou a natureza violenta do ataque ao entregar a sentença no tribunal, no dia 17, acrescentando que a punição de agentes da polícia que violam a lei "tem de servir como exemplo".

A pena máxima para o crime era de três anos prisão.

"A multiplicidade de ferimentos e danos à reputação de Hong Kong (...) fizeram com que este fosse um caso muito sério", afirmou Dufton, lembrando que o incidente foi notícia em todo o mundo.

A polícia foi criticada pela mão pesada com que, por vezes, tratou os manifestantes nos protestos que duraram 79 dias e incluíram o bloqueio de ruas, levando à paralisação de partes da cidade.

Os manifestantes pediam eleições livres para o líder de Hong Kong.

ISG//ISG
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Publicação luso-timorense sem fins lucrativos

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