sexta-feira, 17 de março de 2017

Um salão que recorda esforços de paz acolhe debate presidencial

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Díli, 17 mar (Lusa) - Um salão que relembra as negociações para o cessar-fogo entre a resistência timorense e as tropas ocupantes indonésias, em 1983, acolhe hoje um debate histórico entre os oito candidatos às eleições presidenciais timorenses de segunda-feira.

Além de marcar o final da campanha para as primeiras eleições organizadas exclusivamente pelas autoridades timorenses (sem a assistência das Nações Unidas) o debate é o primeiro transmitido em streaming, pela internet (rttlep.tl/livetv), e em direto pela televisão nacional, a RTTL.

"Estamos a transmitir diretamente para todo o mundo, num debate organizado pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), com o apoio da RTTL", disse Vergílio da Silva Guterres, presidente do Conselho de Imprensa e um dos dois moderadores do debate.

"O objetivo é explorar as perspetivas dos candidatos para o futuro do Estado e do povo de Timor-Leste", explicou a jornalista da RTTL, Paula Rodrigues, a segudna moderadora.

Os oito candidatos estão dispostos dos dois lados do palco, separados por um ecrã gigante onde, no início do debate, se apresentaram curtos vídeos biográficos de cada um dos candidatos.

Cada candidato está sentado numa cadeira de pé, alta, por trás de um palanque, onde está a preto sobre um fundo branco o número que cada candidato no boletim de voto.

Responsáveis das campanhas eleitorais dos candidatos, representantes da Presidência da República e membros do Governo, diplomatas (incluindo o embaixador de Portugal em Díli, Manuel Gonçalves de Jesus) e observadores europeus, incluindo as eurodeputadas portuguesas Ana Gomes e Marisa Matias, acompanham o debate.

O debate - que tem uma duração prevista de duas horas e meia - decorre no Salão Lalini-Lariguto, no segundo andar do edifício da Comissão Nacional de Eleições (CNE), em Díli.

As zonas de Lalini-Lariguto, na região de Viqueque, na ponta leste de Timor-Leste têm especial significado na história da resistência tendo sido ali que decorreram as negociações entre a resistência, lideradas por Xanana Gusmão, e os ocupantes indonésios, que levaram ao cessar-fogo de 1993.

Vergílio Guterres explicou à Lusa que as perguntas para os candidatos foram preparadas com contribuições da CNE, da Provedoria dos Direitos Humanos e da Comissão Anticorrupção e que cada candidato terá dois minutos para responder a cada uma delas.

ASP // PJA
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Publicação luso-timorense sem fins lucrativos

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