terça-feira, 30 de maio de 2017

Delegação europeia da organização intergovernamental g7+ ficará em Lisboa

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Lisboa, 30 mai (Lusa) -- A delegação europeia da organização intergovernamental g7+ irá localizar-se em Lisboa, tendo sido hoje assinado um acordo por aquela entidade e a Câmara de Lisboa de cedência de um edifício na Avenida 24 de Julho.

"A implementação do escritório da Delegação na Europa do Secretariado do g7+ na cidade de Lisboa irá permitir, ao município e a Portugal, fortalecer a cooperação e os laços de amizade de e com os estados membros desta organização intergovernamental, assim contribuindo para a promoção internacional de um desenvolvimento mais sustentável, democrático e inclusivo", lê-se no memorando de entendimento, assinado hoje em Lisboa pelo presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, e o representante do Estado de Timor-Leste, Xanana Gusmão.

A g7+, estabelecida oficialmente em 2010, é composta por 20 países que são ou foram afetados por conflitos e estão em transição para uma fase de desenvolvimento: Afeganistão, Burundi, Chade, Comores, Costa do Marfim, Guiné, Guiné-Bissau, Haiti, Iémen, Ilhas Salomão, Libéria, Papua Nova Guiné, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, São Tomé e Príncipe, Serra Leoa, Somália, Sudão do Sul, Timor-Leste e Togo.


A cedência do n.º118 da Avenida 24 de Julho tem duração de dez anos e poderá ser renovada por igual período de tempo. No documento, lê-se que "a implementação do escritório da Delegação na Europa do Secretariado do g7+ na cidade de Lisboa irá permitir, ao Município e a Portugal, fortalecer a cooperação e os laços de amizade de e com os Estados-membros desta organização intergovernamental, assim contribuindo para a promoção internacional de um desenvolvimento mais sustentável, democrático e inclusivo".

Na cerimónia de hoje, Fernando Medina lembrou que Lisboa é "uma cidade cosmopolita, tolerante e aberta ao mundo", considerando que com a assinatura do memorando de entendimento, "a cidade contribui para que o desenvolvimento chegue a mais países de mundo".

Xanana Gusmão destacou "um dia histórico" que é mais "uma expressão da solidariedade do povo português".

"Vamos utilizar o espaço com o mesmo carinho com que nos foi cedido e com determinação de vencer esta luta contra fragilidade", afirmou.

JRS // VM | Na foto: Xanana Gusmão e Fernando Medina, presidente da CML
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