sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Portugal | Fogo de Monchique está ativo há uma semana e já causou 39 feridos

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Desde a passada sexta-feira que Monchique está a arder. O fogo que estava quase controlado voltou a eclodir com violência há três dias numa  área de 100 quilómetros, mais de 23 hectares. Não se registaram acidentes mortais mas cerca de 300 casas ficaram danificadas ou totalmente queimadas, destruídas.

Hoje, quinta-feira, é notícia que o fogo já perdeu a intensidade e perigosidade de antes. Os operacionais consideram que existem condições para o extinguir em mais um ou dois dias. Apesar de manterem depois disso a vigilância aos reacendimentos. Mais pormenores sobre o incêndio encontra a seguir via Notícias ao Minuto. (TA)


Número de feridos em Monchique sobe para 39. Fogo "está a ceder"

No briefing, Patrícia Gaspar refere que o fogo de Monchique está "globalmente estabilizado" e, neste momento, "não há frente ativas", apenas "pontos quentes" e "pequenas reativações". Muitos deslocados já estão a regressar às suas casas.

A2.ª comandante operacional nacional da Proteção Civil, Patrícia Gaspar, anunciou esta noite que o número de feridos causados pelo incêndio que lavra há sete dias em Monchique é agora de 39, sendo que 21 deles são bombeiros. Até ao momento, há apenas registo de um ferido grave.

No briefing habitual desde que o combate a este incêndio passou para o comando nacional, Patrícia Gaspar referiu que o fogo que começou em Monchique está "globalmente estabilizado", isto apesar das "várias reativações" que se registaram ao longo desta quinta-feira. 

"O incêndio tem estado a ceder, nas últimas 24 horas, às operações de combate. Neste momento, não temos frentes ativas, temos pontos quentes, temos tido pequenas reativações, que temos estado a responder prontamente com os meios que estão no teatro de operações", adiantou a 2.ª comandante operacional nacional da ANPC.

As autoridades estão agora a levar a cabo processo de fazer com que as pessoas regressem a casa, apesar de muitas, admitiu Patrícia Gaspar, já terem voltado “espontaneamente” para as suas casas.

“Há algum regresso que está a ser feito. Queremos que este seja um processo estruturado, organizado e sobretudo [feito] em segurança”, sublinhou.


Durante a noite, a Proteção Civil espera uma redução da temperatura, sendo expectável que a humidade relativa chegue aos 80%. Outro fator positivo é o “desagravamento dos ventos”, no entanto, nota Patrícia Gaspar, “as reativações são o nosso grande risco atualmente”.

Para o dia de amanhã, sexta-feira, o risco de incêndio continua elevado na região do Algarve. O que faz com que as autoridades tenham “um cuidado redobrado com tudo o que vai acontecer durante a noite”.

“Vamos manter todos os meios no teatro de operações, todos os meios em vigilância, apoiados pelas máquinas de rasto, que neste tipo de operações fazem um papel preponderante”, garantiu.

Pedro Bastos Reis | Notícias ao Minuto
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Publicação luso-timorense sem fins lucrativos

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