sábado, 6 de maio de 2017

Setor privado pode aumentar salários como na função pública - PM timorense

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Díli, 05 mai (Lusa) - O primeiro-ministro timorense considerou hoje que o setor privado deveria estudar aplicar aos seus funcionários o aumento dado no início do ano à função pública, ainda que considere que isso não baste para reforçar o poder de compra.

"Se no setor público houve certa percentagem de aumento, essa percentagem de aumento deveria também ser estudada pelo setor privado, particularmente tendo em conta as margens de lucro disponíveis, para poder beneficiar também os trabalhadores", afirmou Rui Araújo, em declarações à Lusa.

Reivindicações neste sentido têm sido feitas nos últimos dias por sindicatos e organizações laborais que questionam o facto de o salário mínimo não ter sido alterado em vários anos e de o poder de compra dos timorenses estar a diminuir.

Caso isso ocorresse, poderia representar, na prática, um aumento do salário mínimo de 115 dólares - valor que correspondia ao escalão mais baixo da função pública antes do aumento deste ano - para cerca de 150 dólares, o valor mais baixo pago agora na função pública.

Recorde-se que em 2012 o salário mínimo em Timor-Leste foi fixado em 115 dólares mensais (105 euros), depois de um estudo da Comissão Nacional de Trabalho (CNT), tendo desde aí sido feitas várias propostas de aumento que nunca chegaram a materializar-se.

O debate sobre o aumento reacendeu-se este ano depois de uma correção nos salários da função pública que viu os rendimentos dos funcionários aumentarem entre 04 e 20% dependente do escalão, o primeiro aumento em sete anos.

O Governo promoveu praticamente todos os funcionários no escalão mais baixo (115 dólares) - exceto em casos de processos disciplinares ou avaliações negativas - para o escalão seguinte que passou de receber 119 para receber 150 dólares (136,8 euros).

Rui Araújo advertiu que o aumento do salário não é o único fator que determina o poder de compra dos timorenses, já que "a economia continuar a ser maioritariamente de importação", o que afeta o que podem comprar e a que custo.

"Por isso, o Governo quer dinamizar ainda mais a diversificação económica particularmente no setor produtivo dos bens básicos ligados à agricultura e pescas para reduzir a dependência da importação e daí baixar um pouco os preços", considerou.

ASP // VM
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Publicação luso-timorense sem fins lucrativos

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