quarta-feira, 11 de julho de 2018

Xanana Gusmão está a usar Taur Matan Ruak como usou Rui Araújo?

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O afamado líder timorense Xanana Gusmão assumiu estar em estado de “guerra” com o presidente Lu Olo, porque ele não aceita nomeações  de governantes considerados suspeitos de atos de corrupção e indiciados/investigados pelas autoridades judiciais. 

Lu Olo deseja para Timor-Leste um governo “limpo”, sem governantes que não merecem a confiança da população e dele próprio. O PR está no seu direito de desejar o melhor para o país, exigindo que os governantes por ele a empossar não tenham um passado dúbio relativamente à sua honestidade.

A “guerra” movida por Xanana Gusmão contra o presidente Lu Olo deve-se à não aceitação de tal requisito imposto. Uma “guerra” aberta e que já está a assumir foros de sujidade intelectual e política. Apanágio de Xanana como mestre da manipulação.

Ao que até agora foi perceptível o já primeiro-ministro Taur Matan Ruak, da coligação com Xanana, alinha pelo diapasão do afamado líder. O que não deixa de ser estranho por ter sido um crítico exacerbado contra a corrupção quando no cargo de presidente da república, não há muito tempo atrás.

Recordando a capacidade estratégica e parasitária de Xanana Gusmão ao usar as pessoas para seus propósitos políticos e intelectuais não deixa de ser admissível que também o agora seu aliado Taur, atual PM, esteja a ser usado por Xanana Gusmão. Tal como anteriormente Rui Araújo quando primeiro-ministro escolhido por Xanana mas sobre a sua supervisão e controle. Isso mesmo confessou o afamado Xanana em notícia que aqui reproduzimos a seguir, datada de 2018.

E atualmente Xanana está a usar, manipular, Taur Matan Ruak? E Taur sente-se confortável naquela situação? Ao que parece, sim. O próprio deverá ter os seus cuidados com os propósitos do afamado líder e olhar com olhos de ver para o passado do líder endeusado mas que já aparentou ter muitos “rabos de palha” em termos políticos e não só... (MM = AV | TA)

Xanana Gusmão admite que usou ex-PM Rui Araújo em "guerrilha política"

O líder timorense Xanana Gusmão admitiu hoje ter usado Rui Araújo, que nomeou como seu sucessor no cargo de primeiro-ministro, numa ação de "guerrilha política" em que se aliou com a Fretilin para controlar o parlamento.

"Sei que vou ofender o Rui. O Rui é muito meu amigo, gosto muito dele e trabalhamos desde o tempo da clandestinidade. Mas usei-o. Usei-o", disse numa entrevista à Lusa em Pante Macassar, no enclave de Oecusse, região onde está, desde domingo, em campanha.
Recorde-se que no início de 2015 Xanana Gusmão se demitiu do cargo de primeiro-ministro - o Governo era formado por uma coligação de três partidos (CNRT, PD e FM) - nomeando como seu sucessor um membro do Comité Central da Fretilin, Rui Maria de Araújo.

O PD foi formalmente expulso do Governo, os seus membros ficaram como independentes e com Araújo entraram mais três elementos da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), que continuou a votar ao lado do Governo em praticamente tudo.

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Publicação luso-timorense sem fins lucrativos

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