sábado, 25 de fevereiro de 2017

Partido Democrático (PD) timorense quer dar voz a nova geração

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Díli, 24 fev (Lusa) - Os militantes do Partido Democrático (PD) timorense iniciaram hoje em Díli o seu 3.º congresso nacional, que elegerá novos líderes, reivindicando que continua a representar a voz da geração mais jovem, como disse à Lusa o seu presidente.

"Este congresso servirá para consolidar o partido e consolidar a liderança e ao mesmo tempo consolidar a nossa visão e missão para avançar para as eleições gerais", explicou Adriano do Nascimento em declarações à Lusa no arranque do encontro do partido que decorre até domingo.

O presidente do PD explicou que um dos aspetos mais importantes do encontro é a revisão de estatutos e a eleição da nova liderança, "um processo que vai fortalecer o partido, preparando todos para o envolvimento nas eleições presidenciais e legislativas" deste ano.
Adriano do Nascimento recordou que o PD nasceu de um "grupo de jovens ativistas" liderados pelo falecido Fernando La Sama de Araújo, que morreu em 2015, e que continua a representar uma alternativa para o país.

"Saímos de jovens ativistas, que estiveram envolvidos na luta. Os nossos fundadores foram, na sua maioria, esses jovens. E têm também uma visão nova para contribuir para o desenvolvimento da nação", afirmou.

Com um candidato nas eleições presidenciais de 20 de março, o atual ministro da Educação, António da Conceição, o partido vai aproveitar esse processo para "mostrar a existência do PD" e dessa dinâmica mais jovem, explicou.

"É um teste antes das legislativas. Um partido de jovens que vamos competir com os mais velhos do CNRT e da Fretilin. Por isso o nosso candidato está também preparado para competir com a geração mais velha", afirmou.

No discurso aos militantes, Adriano do Nascimento, que assumiu o cargo depois da morte em 2015 de La Sama de Araújo, convidou a um debate sobre a visão e missão do PD, reiterando o "compromisso e empenho em contribuir para o desenvolvimento da nação e do povo" e o seu papel no desenvolvimento nacional.

Revindicando o papel dos partidos políticos na consolidação democrática, Nascimento recordou o mote do partido, "Hanoi, Hari'i e Hametin" (Pensar, Construir e Fortalecer) para defender maior proximidade entre a ação do partido e as aspirações do povo.

Pedindo aos militantes que exerçam a sua atividade com "empenho e responsabilidade", o presidente do PD defendeu uma aposta renovada na estratégia de desenvolvimento do país.

Prioridade deve ser dada, disse, aos setores de educação, saúde, saneamento, infraestruturas básicas e fortalecimento da economia - especialmente em áreas como a agricultura.

Nascimento defendeu a "timorização" dos tribunais, a defesa da independência judicial e mais formação para os magistrados, insistindo numa agenda "forte" e numa estratégia nacional de combate à corrupção de agentes públicos e privados.

Saudando o papel do PD no Governo de coligação, mostrou-se orgulhoso pelo "contributo moral, político e intelectual" dado a esse executivo conjunto, ajudando a "inspirar a confiança do povo" e a consolidar as instituições do Estado.

Em termos internos, defendeu a profissionalização e modernização da gestão do PD e a manutenção de laços com outros partidos quer ao nível nacional quer nos países vizinhos, na região e na CPLP.

O arranque do congresso, que termina no domingo, contou com a presença de representantes de vários partidos políticos, de membros do corpo diplomático e de algumas individualidades timorenses, como o ex-Presidente José Ramos-Horta.

Cerca de 1.500 delegados participam no 3.º, que decorre até domingo no Centro de Convenções de Díli e de onde sairá a nova liderança e a nova Comissão Política Nacional, com 89 elementos.

ASP // SB
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Publicação luso-timorense sem fins lucrativos

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