sexta-feira, 16 de junho de 2017

Timorenses otimistas sobre o futuro apesar de revelarem mais incertezas -- sondagem

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Díli, 16 jun (Lusa) - A população timorense permanece otimista sobre o seu futuro e o do país, pelo menos a curto prazo, mas uma fatia crescente considera que Timor-Leste não está a andar na direção certa, segundo uma nova sondagem.

A sondagem, cedida em exclusivo à Lusa pelo International Republican Institute (IRI), mostra maior preocupação do que no passado com o país, assinalando o que os autores do estudo dizem ser a entrada da nação na 'normalidade'.

Os timorenses, sugere Dimitar Stojkov, diretor do IRI, estão hoje mais "à vontade" para poderem expressar as suas opiniões mais críticas e começam a destacar as suas preocupações com questões como rendimentos e bem-estar, acima até dos debates políticos ou sobre o estado da democracia.

A sondagem nota, por exemplo, que se tivessem de escolher um sistema democrático de Governo ou uma economia mais próspera, 55% preferia a segunda contra 37% que defende o primeiro.

A sondagem foi realizada por equipas da Insight supervisionadas pela Chariot Associates e o Center for Insights in Survey Research e o International Republican Institute entre os dias 17 de abril e 14 de maio.

As equipas ouviram 1.200 sondados em entrevistas pessoais conduzidas nos 13 municípios de Timor-Leste recorrendo a um processo estratificado, sendo a confiança de 95% e a margem de erro de mais ou menos 2,8%.

O estudo analisa perceções económicas, políticas e sociais sobre Timor-Leste e a relação do país com o estrangeiro, entre outros aspetos, e foi divulgada a poucos dias do arranque da campanha para as legislativas de 22 de julho.

Os dados mostram que o otimismo sobre a situação do país tem vindo a cair já que só 34% consideram que Timor-Leste está a caminhar na direção certa, menos 21 pontos que em outubro de 2013 e ligeiramente acima dos 31% que pensam que está a ir na direção errada.

É, no entanto, o mesmo aspeto - as infraestruturas do país - que justifica o otimismo e pessimismo dos inquiridos, sendo, para uns, o principal fator a aplaudir, enquanto outros apontam o dedo ao facto de nem tudo estar a melhorar em todo o lado.

Serviços públicos ineficientes ou com fracas ligações com os cidadãos são outro dos aspetos apontado pelos mais pessimistas (17%).

Ainda que quase um terço considere que Timor-Leste está a caminhar em pior direção, quando questionados sobre se o país está hoje melhor ou pior que há um ano, 45% avaliam o progresso positivamente e outros 45% dizem que está na mesma.

Só 5% dos inquiridos considera que Timor-Leste está hoje pior que há um ano.

O otimismo também se manifesta sobre as perspetivas para o próximo ano, com 68% a achar que o país vai estar melhor e 20% a dizer que vai estar na mesma. Neste caso só 1% antevê que estará pior.

Em termos pessoais, 23% diz que a sua situação e da sua família melhorou e 62% que ficou na mesma, com 10% a considerar que piorou.

A mesma visão otimista sobre a sua situação pessoal mantém-se quando questionados sobre o que pensam que vai acontecer no próximo ano: 46% diz que vai melhorar e 35% que ficará na mesma, sendo que só 5% considera que ficará pior.

ASP//ISG
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Publicação luso-timorense sem fins lucrativos

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