segunda-feira, 3 de julho de 2017

Criado fundo na Austrália para ajudar cardeal George Pell acusado de pedofilia

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Sydney, Austrália, 02 jul (Lusa) -- Australianos criaram um fundo para ajudar o cardeal George Pell, 'número três' do Vaticano acusado de abusos sexuais, a suportar os custos relativos à sua defesa, noticia hoje o jornal Herald Sun.

John Roskam, diretor do Instituto para os Assuntos Públicos (IPA, na sigla em inglês), um 'think tank' conservador australiano, afirmou que aqueles que apoiam Pell abriram uma conta bancária para recolher donativos para custear os honorários dos advogados de defesa.

"Há inúmeras pessoas que querem apoiar o cardeal e dar-lhe a possibilidade de se defender", disse John Roskam, citado na edição de hoje do Herald Sun, um diário de Melbourne.

George Pell, o principal conselheiro financeiro do papa Francisco e o mais alto representante da Igreja católica na Austrália, foi intimado a comparecer diante de um tribunal de Melbourne no próximo dia 18.


Pell, de 76 anos, pediu ao papa Francisco uma licença das funções de 'ministro' da Economia do Vaticano para poder ir à Austrália defender-se, a qual foi aceite.

O comissário-adjunto da polícia do estado australiano de Victoria, Shane Patton, revelou, na quinta-feira, que George Pell enfrenta múltiplas acusações relativas a crimes sexuais antigos, mas não facultou pormenores sobre as alegações.

No mesmo dia em que foram tornadas públicas as acusações, George Pell classificou-as de "assassínio de caráter" e declarou-se inocente.

Pell foi ordenado em 1966 em Roma, regressando, cinco anos depois, à Austrália, onde ascendeu ao topo da hierarquia católica.

Foi sacerdote na cidade de Ballarat (1976-80), a sua terra natal, e arcebispo de Melbourne (1996-2001), ambas no estado de Victoria, no sul da Austrália.

Posteriormente, tornou-se arcebispo de Sydney e, em 2014, foi escolhido pelo papa Francisco para desempenhar a função de 'ministro' da Economia para reorganizar a gestão e as finanças do Vaticano.

DM (PSP) // VM
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