segunda-feira, 8 de maio de 2017

Sistema interbancário desenvolvido pela portuguesa SIBS aplicado em Timor-Leste

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Díli, 08 mai (Lusa) - A empresa portuguesa SIBS foi contratada pelo Banco Central de Timor-Leste para implementar o primeiro sistema eletrónico interbancário que permitirá aos clientes de todos os bancos que operam no país aceder a uma rede idêntica ao multibanco.

Lançado oficialmente na sexta-feira, o projeto faseado começa, segundo o Banco Central, com a ligação das atuais infraestruturas dos cinco bancos comerciais que operam no país à plataforma LOOS24, a marca atualmente disponível para os clientes do BNU Timor.

O BNU já tem a funcionar desde o mês passado um esboço da nova rede, o que obrigou a trocar todos os cartões bancários dos seus clientes.

A SIBS venceu o concurso internacional para o projeto que permitirá alargar significativamente os serviços disponíveis para clientes dos bancos do país, o português BNU, o australiano ANZ, os indonésios Mandiri e BRI e o timorense BNCTL.

Quando estiver ativo, todos os clientes poderão passar a usar qualquer máquina de qualquer banco para as suas operações, independentemente da entidade a que estiverem vinculados.

A rede abrange quer caixas ATM, quer os postos de pagamento POS/TPA instalados nos estabelecimentos comerciais, com acesso às principais transações bancárias, segundo informação divulgada pelo Banco Central.

Progressivamente, a rede aceitará cartões internacionais da marca Visa e, mais tarde, de outras redes, incluindo Mastercard, Union Pay e outras.

O projeto inclui ainda a interligação entre as operadoras de telecomunicações (Timor Telecom, Telemor e Telkomcel), permitindo o desenvolvimento do sistema Mobile Money, que já está a ser testado como projeto-piloto no BNU.

Trata-se, explicam as autoridades bancárias, de "facilitar a inclusão financeira e oferta de serviços bancários mínimos às populações que vivam em zonas mais remotas" procurando reduzir a economia em dinheiro (numerário) que ainda é a dominante no país.

Timor-Leste usa o dólar norte-americano como moeda, pelo que a importação, transporte, contagem e demais operações com dinheiro vivo se tornam particularmente caras para os operadores bancários.

Quando estiver a funcionar em pleno, a nova rede interbancária permitirá também o pagamento de impostos e outras taxas, operações que estão agora, quase na sua totalidade, a ser feitas aos balcões do BNU.

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Publicação luso-timorense sem fins lucrativos

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