quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Forças defesa timorenses devem ter capacidades adequadas, proporcionais ao país - PR

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Díli, 02 fev (Lusa) - O futuro das forças de defesa timorenses deve assentar no balanço entre uma visão estratégia adequada e eficiente e um sistema de forças proporcional ao país, especialmente num quadro de restrições orçamentais, disse hoje o Presidente de Timor-Leste.

"Num quadro de fortes restrições orçamentais, o caminho a percorrer deve aproximar a visão estratégica estabelecida de umas forças adequadas e eficientes, com um sistema de forças proporcional ao país que somos, aos objetivos que prosseguimos e às nossas capacidades e possibilidades", disse Taur Matan Ruak.

"Para isso será necessário ajustar todo o enquadramento conceptual de forma realista e adequada aos meios que se admite poder dispor, por forma a que haja a coerência de todos os diplomas elaborados, o que implica que sejam fruto de um planeamento estratégico adequado, ciclicamente revisto", sublinhou.

Taur Matan Ruak, que falava na cerimónia do 16º aniversário das Falintil-Forças Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), em Díli, referia-se ao processo político de transformação da instituição, que decorre desde que o braço armado da resistência se transformou, em 2001, nas forças armadas nacionais.

"A transformação da instituição das FALINTIL-Forças de Defesa de Timor-Leste é um processo político em evolução no qual as Forças Armadas terão que receber as orientações adequadas para a condução das mudanças e transformações necessárias", sublinhou, naquele que foi o seu último discurso enquanto chefe de Estado e comandante supremo das forças timorenses.

Central a esta transformação está o Conceito Estratégico de Defesa e Segurança Nacional de Timor-Leste do qual se espera, frisou, "a reavaliação do papel e das funções das instituições de defesa e segurança do Estado".

Será também com base nesta visão que será feito todo o "planeamento do investimento a longo termo (...) adequado ao nível do cumprimento das missões das F-FDTL, exequível por que respeita os tetos orçamentais e com elevada probabilidade de ser aceite em termos políticos".

Taur Matan Ruak sublinhou que ainda que a questão do equipamento e outros recursos da F-FDTL seja atualmente importante, a história mostra que "sempre foi o elemento humano e a sua vontade de combater que fez a diferença" para Timor-Leste.

Daí que, disse, o futuro passe por "uma organização constituída por militares e civis competentes e motivados, com elevados padrões de formação, qualificação e treino".

"Como comandante supremo conheço a realidade, as capacidades, as limitações e as verdadeiras ambições das F-FDTL. Avalio o seu desempenho como constituindo um legítimo motivo de confiança e orgulho para todos os timorenses", afirmou.

O chefe de Estado quis destacar o esforço das F-FDTL em termos da melhoria e capacitação dos seus recursos humanos, das capacidades táticas e operacionais das forças e do reforço da cooperação bilateral e multilateral.

A maior participação em exercícios nacionais e combinados e o "esforço de consolidação das F-FDTL como uma instituição fundamental para a estabilidade e segurança do território" foram outros elementos destacados.

Taur Matan Ruak, penúltimo comandante das F-FDTL - que foi sucedido pelo atual responsável o major general Lere Anan Timur - termina o seu mandato como chefe de Estado a 20 de maio, tendo declarado já que não se vai recandidatar.

As eleições estão marcadas para 20 de março sendo já conhecidos cinco candidatos. O prazo de apresentação de candidaturas termina a 05 de fevereiro.

ASP // FV.

Foto@ Presidência da República de Timor-Leste
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Publicação luso-timorense sem fins lucrativos

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