segunda-feira, 13 de março de 2017

Timor-Leste procura consensos para a Educação em congresso em maio

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Díli, 13 mar (Lusa) - Timor-Leste organiza em maio o 3.º Congresso da Educação para rever as políticas adotadas até aqui e, segundo explicou à Lusa o ministro da Educação, adotar um consenso sobre as diretrizes para o setor.

António da Conceição - atualmente em licença para a campanha para as eleições presidenciais de 20 de março e que regressa às funções ministeriais após o voto - disse que é necessário "um consenso nacional que ajude a definir linhas para fortalecer o importante setor educativo".

Sob o lema de "Consenso Nacional da Educação", o congresso decorre entre 03 e 05 de maio em Díli e centra-se em seis áreas: currículo, gestão e formação de professores, administração e inspeção escolar, infraestruturas e equipamentos educativos, gestão do ensino superior e participação de pais e comunidade educativa.

"Medir a capacidade e a qualidade da educação passam não só pelo currículo, mas pela capacidade de os professores poderem implementar o currículo, a capacidade linguística para poderem fazer a transmissão da ciência para o aluno e outras competências necessárias para manter uma comunicação efetiva com os estudantes", referiu António da Conceição.

Destacando a colaboração que já existe com Portugal e com o Brasil na formação de professores, o Governo de timorense continua a considerar este aspeto "uma das prioridades" do setor, estando em curso contactos para mais cooperação com Cabo Verde e Moçambique.

O ministro admitiu ainda que a questão da língua - Timor-Leste tem o português e o tétum como línguas oficiais - ainda suscita preocupação, não por essa decisão em si, mas sobre como "fazer melhor a divulgação da língua por todo o território". Entre as estratégias, citou o papel da comunicação social, cooperação com a televisão nacional de Timor-Leste e mais cursos de língua portuguesa, com a participação do setor privado, nos municípios do país.

"Este congresso vai ser uma oportunidade de avaliar o diagnóstico que está a ser feito para poder direcionar a educação em Timor-Leste, para demonstrar o que temos feito de bom e o que ainda está a ser um desafio para o desenvolvimento da educação", disse.

ASP // MP
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Publicação luso-timorense sem fins lucrativos

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