sábado, 12 de maio de 2018

Ministro que assinou tratado com Austrália confiante no pós-eleição

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Díli, 12 mai (Lusa) - O ministro timorense que em março assinou o tratado de fronteiras com a Austrália, Agio Pereira, mostrou-se hoje confiante que depois das eleições legislativas de hoje os líderes nacionais saberão cooperar pelo bem do futuro de Timor-Leste.

"A nossa história de luta e de libertação sempre foi uma colaboração muito estreita entre os lideres, os movimentos de varias facetas políticas, por isso estamos livres e independentes", afirmou o ministro de Estado em declarações à Lusa hoje, depois de votar.

"Já está no nosso sangue a cooperação entre as forças políticas e os líderes", disse ainda.

Agio Pereira, número dois de Xanana Gusmão nas negociações com a Austrália para as fronteiras marítimas - e que assinou o tratado em nome de Timor-Leste no passado dia 06 de março em Nova Iorque - votou hoje na Escola 1 do Farol, onde votaram o chefe de Estado e o chefe de Governo.

Membro de sucessivos Governos, Agio Pereira é o único militante do Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT), de Xanana Gusmão - principal força da coligação da oposição AMP - que faz parte do atual Governo, liderado pela Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin).

Questionado sobre a tensão da campanha, Agio Pereira mostrou-se convicto de que depois da votação de hoje, todos os líderes vão refletir e trabalhar em conjunto.

"A campanha estava muito animada, houve muita exaltação, mas é parte de um processo de uma eleição antecipada. Durante quase um ano houve tensão para resolver as diferenças políticas. Expressou-se isso na campanha", afirmou.

"Mas tudo não é só negativo, tem que se ver também o positivo. E depois da votação no dia sagrado de hoje, os líderes vão refletir sobre a campanha e a última responsabilidade dos líderes como coletivo e individualmente é conduzir esse povo para a frente para o desenvolvimento sustentável e para bem de toda a juventude da nação com quem é preciso se preocupar e proteger", afirmou.

As urnas nas legislativas de hoje encerram ás 15:00, hora local.

ASP // PJA
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Publicação luso-timorense sem fins lucrativos

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