quarta-feira, 3 de maio de 2017

Julgamento de casal português retido em Díli com alegações finais previstas para final do mês

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Díli, 02 mai (Lusa) -- O julgamento de um casal português retido em Díli, suspeito de peculato e branqueamento de capitais, tem a próxima sessão agendada para 30 de maio, data em que deverão ocorrer as alegações finais.

A sessão de hoje do julgamento, a quinta, terminou com a audição à última testemunha faltando apenas ouvir a intervenção de dois peritos do Banco Central pelo que o coletivo de juízes considera que as alegações finais devem ocorrer no dia 30 de maio.

Tiago e Fong Fong Guerra estão a ser julgados no Tribunal Distrital de Díli desde janeiro, acusados dos crimes de peculato, branqueamento de capitais e falsificação documental e um dos motivos é uma transferência de 859.706,30 dólares (792 mil euros), feita em 2011 para a conta da empresa da arguida por um consultor norte-americano, entretanto condenado nos Estados Unidos por fraude a Timor-Leste.

O consultor, Bobby Boye - que está atualmente preso nos Estados Unidos por defraudar Timor-Leste em 3,5 milhões de dólares (3,2 milhões de euros) - esteve a apoiar o Governo timorense a recuperar impostos devidos ao país.

A sessão de hoje começou com a confirmação de que o Governo timorense pediu ao tribunal norte-americano que julgou Bobby Boye a devolução das quantias que o consultor roubou, incluindo, em concreto, o valor que é reclamado ao casal português.

O tribunal recebeu uma cópia certificada de uma carta de junho de 2015 da ministra das Finanças timorense, Santina Cardoso, para o tribunal de New Jersey, onde Boye foi condenado, em que a governante pede a devolução a Timor-Leste dos vários fundos roubados pelo consultor.

Na carta, a ministra refere-se a cinco quantias obtidas por Boye fraudulentamente que incluem "859.706,30 dólares obtidos pelo arguido através do abuso da sua posição de confiança".

O tribunal esperava ter ouvido hoje duas testemunhas da Unidade Informação Financeira do Banco Central, convocadas pelos juízes para esclarecer dúvidas sobre o relatório que tinham feito sobre o caso do casal português.

O Banco Central informou porém o tribunal, por escrito, que os técnicos da UIF não podem ser testemunhas em Tribunal pelo que os juízes os vão ouvir no dia 30 "como peritos".

ASP // PJA
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Publicação luso-timorense sem fins lucrativos

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