Os
líderes dos países membros do G20, que se reunirão na próxima semana na China,
devem apelar ao Governo chinês para que acabe com a repressão
"implacável" sobre ativistas chineses, defendeu a organização
não-governamental Human Rights Watch (HRW).
Numa
carta dirigida aos líderes das maiores economias do mundo, a organização de
defesa dos Direitos Humanos apela ainda para o protesto contra as restrições
impostas por Pequim à participação de grupos da sociedade civil na cimeira do
G20.
"O desprezo da China por ativistas é evidente na repressão levada a cabo no seu território e nas restrições impostas durante a cimeira do G20", afirma em comunicado divulgado hoje Sophie Richardson, diretora para a China da Human Rights Watch.
"É importante que os líderes do G20 chamem a atenção, publicamente e em privado, para as práticas abusivas da China, ou então que partilhem da culpa pelo vergonhoso tratamento dado aos ativistas durante a cimeira", acrescentou.
A organização aponta os esforços chineses para reprimir a sociedade civil, incluindo sobre manifestantes anticorrupção ou ativistas pelos direitos dos trabalhadores, recorrendo a ameaças e perseguição, ou a leis restritivas, como a nova diretriz que limita a atuação das organizações não-governamentais.
Durante a liderança do atual Presidente chinês, Xi Jinping, as autoridades reforçaram o controlo sob académicos, advogados e jornalistas.
A carta foi enviada para a Argentina, Austrália, Canadá, União Europeia, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Japão, México, Coreia do Sul, Reino Unido e Estados Unidos da América.
"Se o G20 quer seriamente ouvir grupos da sociedade civil, os seus líderes devem então visitar as prisões chinesas, e não as salas de conferências de Hangzhou", apontou Richardson.
"Permitir que a China receba este evento e permanecer em silêncio sobre os abusos irá enviar ao Governo chinês - e às pessoas na China - uma mensagem completamente errada", apontou.
Ao contrário dos governos e da opinião pública dos países mais ricos, que tendem a enfatizar a importância da liberdade política individual, as autoridades chinesas defendem "o direito ao desenvolvimento" como "o mais importante dos direitos humanos".
Lusa, em SAPO TL
"O desprezo da China por ativistas é evidente na repressão levada a cabo no seu território e nas restrições impostas durante a cimeira do G20", afirma em comunicado divulgado hoje Sophie Richardson, diretora para a China da Human Rights Watch.
"É importante que os líderes do G20 chamem a atenção, publicamente e em privado, para as práticas abusivas da China, ou então que partilhem da culpa pelo vergonhoso tratamento dado aos ativistas durante a cimeira", acrescentou.
A organização aponta os esforços chineses para reprimir a sociedade civil, incluindo sobre manifestantes anticorrupção ou ativistas pelos direitos dos trabalhadores, recorrendo a ameaças e perseguição, ou a leis restritivas, como a nova diretriz que limita a atuação das organizações não-governamentais.
Durante a liderança do atual Presidente chinês, Xi Jinping, as autoridades reforçaram o controlo sob académicos, advogados e jornalistas.
A carta foi enviada para a Argentina, Austrália, Canadá, União Europeia, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Japão, México, Coreia do Sul, Reino Unido e Estados Unidos da América.
"Se o G20 quer seriamente ouvir grupos da sociedade civil, os seus líderes devem então visitar as prisões chinesas, e não as salas de conferências de Hangzhou", apontou Richardson.
"Permitir que a China receba este evento e permanecer em silêncio sobre os abusos irá enviar ao Governo chinês - e às pessoas na China - uma mensagem completamente errada", apontou.
Ao contrário dos governos e da opinião pública dos países mais ricos, que tendem a enfatizar a importância da liberdade política individual, as autoridades chinesas defendem "o direito ao desenvolvimento" como "o mais importante dos direitos humanos".
Lusa, em SAPO TL
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