domingo, 19 de maio de 2019

Eleições | Austrália continua à direita mantendo governo neoliberal de Morrison

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Morrison e família festejam
O primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, conservador, venceu as eleições legislativas, contrariando as pesquisas de intenção de votos que apontavam favoritismo do partido trabalhista.

No apuramento da votação de ontem (18), o líder da oposição, Bill Shorten, trabalhista, reconheceu a sua derrota e demitiu-se.

Scott Morrison afirmou que seu governo conseguiu um resultado milagroso nas eleições e que essa foi uma vitória dos australianos silenciosos que o apoiam. (TA)

Líder trabalhista australiano demite-se e concede derrota nas legislativas

Sydney, Australia, 18 mai 2019 (Lusa) - O líder dos trabalhistas australianos, Bill Shorten, demitiu-se hoje do cargo, reconhecendo a derrota nas eleições legislativas, minutos antes de Scott Morrison, da coligação dos liberais e nacionais, ter agradecido a sua reeleição como primeiro-ministro.

"Saio hoje do palco, mas encorajo todos os australianos, especialmente os jovens, a não perder a fé no poder dos indivíduos em conseguir fazer a diferença. Nunca desistam. Nunca deixem de aspirar a melhor - ao melhor para o seu país", disse Shorten, num discurso em Sydney.

Minutos depois, Scott Morrison, reeleito primeiro-ministro, foi recebido pelos apoiantes em ambiente de grande festa, com gritos como "ScoMo", a alcunha por que é conhecido, e fez um discurso de vitória.

"Sempre acreditei em milagres. E hoje fizemos outro", disse Morrison, depois de vencer umas eleições que as sondagens e as projeções deram como certas para os trabalhistas.

Scott Morrison agradeceu o apoio dos australianos, afirmando que a vitória de hoje é dedicada "a cada australiano", posto em primeiro lugar pelo seu Governo.

"E, amigos, isso é exatamente o que vamos fazer. O nosso Governo vai unir-se depois deste combate e vamos regressar ao trabalho", afirmou.

As declarações ocorreram quando ainda não está conhecido o resultado final, apesar de a coligação estar a apenas um lugar da maioria de 76 mandatos necessários na Câmara dos Representantes.

Os trabalhistas conquistaram até agora 65 lugares, com seis outros para outras forças políticas e independentes.

Com 70% dos votos contados -- houve mais de 4,7 milhões de votos postais que atrasarão a divulgação dos resultados finais --, a coligação somava cerca de 41,3%, contra os 34% de votos dos trabalhistas.

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