domingo, 14 de abril de 2019

Rivais do atual PR indonésio têm fortuna de mais de 441 milhões de euros -- Comissão

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Jacarta, 13 abr 2019 (Lusa) -- Prabowo Subianto e Sandiaga Uno, candidatos a Presidente e vice-presidente da Indonésia, acumulam entre si uma fortuna de mais de 441 milhões de euros, segundo dados da Comissão Geral de Eleições (KPU).

Valores muito mais elevados que o atual chefe de Estado, Joko Widodo, que está a recandidatar-se ao cargo nas eleições de 17 de abril, e que os do seu número dois, Ma'ruf Amin.

Dados divulgados esta semana pela Comissão Geral de Eleições (KPU, na sigla indonésia) mostram a grande disparidade na riqueza total das duas duplas candidatas à Presidência da República.

Arief Budiman, responsável da KPU, anunciou na sexta-feira ao público os valores da riqueza dos dois candidatos a Presidente, Joko Widodo e Prabowo Subianto, e dos candidatos a vice-presidente, Ma'ruf Amin e Sandiaga Uno.

Os dados são referentes a agosto do ano passado e abrangem toda a riqueza declarada dos seus titulares, sendo que a sua divulgação cumpre critérios exigidos aos candidatos eleitorais na Indonésia.

Jokowi, como o atual Presidente é conhecido, acumulava em agosto do ano passado uma fortuna de 50,25 mil milhões de rupias (cerca de 3,15 milhões de euros).

O seu número dois, Ma'ruf Amin, por seu lado, tinha uma riqueza de 11,65 mil milhões de rupias (cerca de 729 mil euros).

Significativamente maior é a riqueza de Prabowo Subianto -- ex-general e ex-genro do ditador Suharto - que ultrapassava os 1,95 biliões de rupias (mais de 122 milhões de euros).

O mais rico dos quatro é Santiaga - atual vice-governador de Jacarta que, antes de entrar no mundo político, era um empresário de destacado perfil -- e que acumulava mais de cinco biliões de rupias ou 319,4 milhões de euros.

Os números do complexo ato eleitoral na terceira maior democracia do mundo mostram a dimensão logística do processo de 17 de abril, em que são eleitos vários níveis de governação.

Uma 'festa da democracia' em que votar não é obrigatório, mas que decorre num feriado nacional para incentivar a máxima participação dos eleitores.

O país realiza a maior eleição presidencial direta do planeta, mas também eleições legislativas, regionais, distritais e até locais.

Além do Presidente e vice-Presidente, os eleitores escolhem os 711 membros das duas câmaras da Assembleia Consultiva Popular (MPR), 575 no Conselho Representativo Popular (DPR) e 136 no Conselho Representativo Regional (DPD).

Em jogo estarão ainda mais de 19.500 lugares em mais de 2.000 distritos eleitorais legislativos a nível regional, municipal e local. Há 16 partidos concorrentes, quatro estreantes.

Dados da Comissão Nacional de Eleições (KPU) notam que os 192,8 milhões de eleitores escolhem entre mais de 245 mil candidatos a 20.528 lugares no parlamento nacional, em estruturas legislativas nas 34 províncias e em mais de 500 distritos e municipalidades.

Há 80 milhões de 'milenials' entre os eleitores e cerca de 40% têm menos de 35 anos, muitos dos quais a terem no Facebook e Twitter e em plataformas como o Whatsapp a sua principal fonte de informação política.

De fora ficam os 420 mil militares e 443 mil polícias que estão proibidos de votar, como forma de garantir a sua neutralidade e tendo em conta o papel das forças de segurança durante o regime de Suharto.

As urnas abrem entre as 07:00 e as 13:00 e os votos são contados, em público, por funcionários eleitorais que mostram, boletim a boletim, a fiscais dos partidos e das candidaturas, observadores e ao público em geral.

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Publicação luso-timorense sem fins lucrativos

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