sexta-feira, 4 de maio de 2018

MORREU DLAKAMA | Desaparecimento com consequências imprevisíveis para processo de paz -- Horta

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Díli, 04 mai (Lusa) - O Nobel da Paz e ex-Presidente timorense José Ramos-Horta considera que as consequências da morte do líder da Renamo, Afonso Dhlakama, para o processo de paz em Moçambique são imprevisíveis, cabendo aos moçambicanos saber como aproveitar esta ocasião.

"A sua ausência pode acelerar o processo de paz ou pode dificultar. Os irmãos moçambicanos melhor do que eu, do que nós, saberão como aproveitar esta ocasião difícil para muitos moçambicanos e tudo fazer para que a paz e a democracia sejam consolidadas em Moçambique", disse o atual ministro de Estado timorense.

Considerando a morte de Dhlakama uma "perda importante" para a Renamo, Ramos-Horta disse que "independentemente de, no seu passado, ter dirigido uma das maiores carnificinas em guerra civil em Moçambique, também foi um dos coautores, ou co-arquitetos, do Acordo de Paz de Roma que pôs fim àquela guerra civil".

"Independentemente da sua atitude de confrontação e desafio ao regime democrático em Moçambique, nos últimos anos continuou a ser figura incontornável para qualquer processo de paz" no país, disse.

O presidente da Renamo morreu hoje pelas 08:00 (menos uma hora em Lisboa) na Serra da Gorongosa, centro de Moçambique, devido a problemas de saúde.

O corpo deverá ser transferido hoje para o Hospital Central da Beira, acrescentou a mesma fonte.

Afonso Dhlakama, 65 anos, vivia refugiado na serra da Gorongosa, no centro do país, desde 2016, como havia feito noutras ocasiões, quando se reacendiam os confrontos entre a Renamo e as forças de defesa e segurança de Moçambique.

ASP // PJA
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Publicação luso-timorense sem fins lucrativos

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