sábado, 9 de junho de 2018

Angola quer Fórum PALOP como promotor do desenvolvimento e de política linguística

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Luanda, 08 jun (Lusa) - A ministra da Educação de Angola, Maria Cândida Teixeira, exortou hoje que o Fórum dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) a tornar-se num "promotor do desenvolvimento sustentável" e de "uma política linguística de saberes e identidades".

"Na atualidade cabe ao Fórum PALOP fazer a revolução da paz com a promoção do desenvolvimento sustentável das nossas sociedades e de uma política linguística promotora de saberes e identidades tão plurais quanto à língua portuguesa", disse a ministra.

A governante que falava hoje em Luanda durante a cerimónia de abertura da 1.ª reunião de ministros da Educação do Fórum PALOP, sublinhou que os referidos pressupostos, "solidificados com uma cooperação vantajosa" podem "beneficiar da rentabilização de meios e esforços".

"Da partilha de experiências ou ainda do desenvolvimento de projetos afins. O recurso ao apoio das organizações internacionais é, certamente, outra via para a implementação de projetos, no sentido de se alcançar o desenvolvimento no domínio da Educação e Ensino", apontou.

Participam nesta reunião do Fórum PALOP os ministros da Educação e representantes de Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Guiné Equatorial, bem como Timor-Leste, como país observador.

A cooperação no domínio da formação de professores, a mobilidade e formação técnico-profissional de alunos, promoção de redes de investigação científica ou a troca de informação sobre boas práticas de ensino nos países membros são alguns dos temas em análise neste encontro.

A temática da redução da desigualdade de ensino nos PALOP foi também sublinhada por Maria Cândida Teixeira, que no seu entender deve "merecer o apoio" das restantes organizações.

"Tendo em vista o crescimento progressivo da paridade efetiva das relações entre os Estados membros das organizações ou comunidades as quais pertencemos", adiantou.

A ministra angolana recordou que a "par do reforço dos laços de amizade", pretende-se com este encontro "estreitar os laços de cooperação no domínio da Educação e Ensino e ainda identificar necessidades comuns para busca de soluções".

Algumas dessas necessidades, observou, passam pelo "permanente esforço pela qualidade da Educação e Ensino, bem como o estudo da língua oficial destes países plurilingues".

"Estas similaridades constituem catalisadores para a rentabilização de meios e sinergias", apontou.

"Por uma educação sustentável, fortaleçamos a cooperação nos PALOP" é o lema da reunião de Luanda.

DYAS // EL
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Publicação luso-timorense sem fins lucrativos

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