quarta-feira, 30 de maio de 2018

Grupo português espera inaugurar novo prédio de escritórios em Díli em 2021

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Díli, 30 mai (Lusa) - O grupo português CFT, que em Timor-Leste controla várias empresas incluindo a Ensul, espera inaugurar em 2021 um novo prédio com 15 andares no centro de Díli, estando em fase avançada a construção dos maciços e vigas de fundação.

António Couto, um dos responsáveis da firma, explicou à Lusa que nos últimos 18 meses se investiram já cerca de cinco milhões no projeto, que tem um valor total de cerca de 24 milhões de dólares.

O Business One, primeiro de quatro prédios do novo "Centro de Negócios e Finanças de Díli,", no centro da capital timorense, terá uma área total de construção de quase 15 mil metros quadrados com 15 andares, dos quais cinco de estacionamento.

A primeira pedra do projeto foi lançada em dezembro de 2013, na altura com um calendário de conclusão de entre 28 e 34 meses, que já foi amplamente ultrapassado.

Em declarações à Lusa Couto explicou que o projeto sofreu atrasos devido em grande parte à dificuldade em conseguir trazer para o país equipamento necessário para as fundações inicialmente projetadas, tendo sido necessário reformular o projeto. Está agora a ser concluída uma "floresta de microestacas" que vai suportar todo o edifício.

O projeto insere-se num Acordo Especial de Investimento assinado com o Governo timorense em 2012, tendo a empresa, disse António Couto, investido até ao momento "mais de 30 milhões de dólares" num conjunto de empresas e projetos.

António Couto mostrou esta semana a obra à Lusa na sequência de notícias na imprensa timorense que questionavam o cumprimento do acordo com o Estado timorense.

Essas alegadas irregularidades, segundo o portal Tempo Timor, estariam relacionadas com uma suposta aprovação pelo Governo, em 2009, de um contrato com a Ensul que concedia vantagens de arrendamento ao espaço onde hoje está instalado o principal complexo da empresa, a troco de uma proposta de investimento de cerca de 18 milhões de dólares.

Receio sobre as irregularidades, refere o artigo da Tempo Timor, teria levado vários inquilinos dos espaços comerciais da empresa a "suspender" o pagamento de rendas até a situação "ficar clarificada".

Couto rejeita as acusações, garantindo que "todos os pressupostos do acordo estão a ser cumpridos e respeitados" e detalhou aspetos do investimento que o grupo tem realizado nos últimos 18 anos em Timor-Leste.

Em concreto, explicou, a empresa CFT detém uma filial em Díli, a ENSUL MECI - Gestão de Projectos e Engenharia, que assinou o acordo com o Estado e que, por seu lado, é acionista fundadora das empresas timorenses Ensul Engenharia, Central - Sociedade Comercial, e do Entreposto Comercial de Timor.

O grupo criou já várias marcas no país incluindo o principal espaço comercial no centro da cidade, o Dili Square, onde funciona ainda um supermercado com uma gama de mais de 5.000 produtos, quase todos importados de Portugal.

Ao lado está ainda um dos principais stands automóveis de Díli, o Entreposto, representante da marca Ford.

Couto garante que o grupo empregou e formou, ao longo dos anos, "milhares de timorenses", em várias áreas profissionais.

"Hoje, este grupo de empresas que em todos os períodos, bons e maus, sempre acreditou nesta nação, é um grande grupo Empresarial Timorense feito com pessoas da terra", refere uma nota do grupo.

ASP // PJA

Imagem: Ilustração
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Publicação luso-timorense sem fins lucrativos

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